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Unindo SIP e SS7 na central de trânsito

sipss7

A comunicação entre as operadoras de telefonia no Brasil é baseada no protocolo chamado, sistema de sinalização número 7 (SS7). Praticamente, todas as interconexões entre operadoras se baseiam neste padrão. Por outro lado, as redes das operadoras autorizadas é baseado no protocolo SIP (Session Initiation Protocol) . Esta conexão se dá através de um  dispositivo, que pode ser um ATA (Analog Telephony Adapter)  em redes Ethernet, uma ONU (Optical Network Unit) no caso de redes com fibra, um MTA (Multimedia Terminal Adapter) para redes de TV à cabo ou mesmo um gateway E1, usado nas conexões empresariais.  Todos estes dispositivos na interface de dados usam o SIP para transportar a voz. Neste artigo vamos mostrar como conectar uma rede SIP com o SS7 usado na interconexão com outras operadoras.

Figura 1 – Redes SIP integradas a redes SS7

ss7-fig1

Existem várias opções de integração do SIP com o SS7, vamos abordar aqui três formas, a primeira através de gateways SIP-SS7, a segunda através de um Media Gateway Controller e a terceira através de SIP-I.

Integração através de gateways SIP-SS7

Existem diversos gateways SIP-SS7 que podem fazer este trabalho. Por ordem alfabética, os principais no Brasil são Aligera, Khomp e Synway. São a forma mais simples e econômica de fazer este tipo de conexão, principalmente se sua operadora funciona em apenas uma área local.  Basta adicionar e configurar o gateway. No SipPulse, o roteamento é feito através da central de trânsito. Alguns destes gateways suportam SIGTRAN para projetos com sinalização centralizada.

Figura 2 – Rede com múltiplos gateways

SS7 atrav;es de gateways SIP

A central de trânsito faz um roteamento especial baseado na identificação da operadora consultando o cadastro único de prefixos e a base de portabilidade em tempo real. Particularidades como o RN3 e o projeto técnico de encaminhamento são cuidadas neste componente. Além disso é gerada a declaração de tráfego de interconexão (DETRAF) de forma automática em tempo real.  Todo o tráfego SS7 passa pela central de trânsito.

Integração através de um Media Gateway Controller

Uma das características do SS7 é a separação dos circuitos de sinalização dos circuitos de media (B-channels). Em alguns casos a operadora pode entregar a sinalização em um local centralizado e os canais de media descentralizados.  Neste caso é possível usar a combinação de um protocolo SIGTRAN (SS7 sobre IP) e MGCP (Media Gateway Control Protocol). Com isso a sinalização permanece no site central enquanto os gateways são distribuídos para outras localidades. A nova versão da Central de Trânsito com licença SS7 tem a capacidade de processar o SIGTRAN através dos protocolos M2UA e M2PA.  Para gateways Cisco existe uma versão proprietária de SS7 sobre IP que é o SLT (Signaling Link Transport) que também pode ser usada.

Figura 3 – Rede usando AudioCodes com a central de trânsito como Media Gateway Controller.

MGC com AudioCodes

Figura 4 – Rede usando Cisco com a central de trânsito como Media Gateway Controller.

MGC com Cisco

Integração através de SIP-I ou SIP-T

Outra possibilidade de receber o SS7, ainda não regulamentada pela ANATEL para interconexão, mas bastante usado em links corporativos e de atacado é o SIP-I.  O SIP-I é o encapsulamento do ISUP (Camada de sessão do SS7) sobre SIP. O SIP-I impressiona pela simplicidade, baixo custo e capacidade. Um SIP trunk de 400Mbps pode carregar até 4000 chamadas simultâneas, não são necessárias interfaces E1. O SIP-I agrega baixo custo, alta qualidade e extrema simplicidade. A diferença entre SIP-I e SIP-T é mínima se restringindo basicamente a tradução dos códigos de erro.

Figura 5 – Conexão usando SIP-I/SIP-T

SIP-I

Figura 6 – ISUP encapsulado em SIP.

Abaixo vemos um print do Wireshark. O ISUP (ISDN User Part ) vem dentro do cabeçalho SIP, trazendo todas as informações do protocolo SS7.

ISUP sobre SIP

Conclusão

Com os novos recursos a SipPulse dá um passo importante em prover todos os componentes inteligentes para a operação de telefonia pública integrando as redes SIP as redes convencionais baseadas no protocolo SS7.  Desta forma reduzimos os custos e a complexidade de operar uma plataforma de telefonia avançada.